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Inaugurado restauro da envolvente exterior do Teatro Nacional São João

12 de Setembro de 2014 às 12:15:23

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Notícias

Após cinco anos entaipado, o Teatro Nacional de São João, edifício com mais de dois séculos de história, volta a poder ser contemplado pelos portuenses e turistas na Praça da Batalha.

A intervenção de restauro da envolvente exterior do Teatro Nacional de São João teve início a 10 de maio de 2013, dando por terminado o longo período em que o edifício se encontrou entaipado por razões de segurança. Os trabalhos realizados durante as obras integraram: operações de limpeza e restauro das fachadas, reforços estruturais, reabilitação das coberturas, reparação dos elementos ornamentais, restauro de carpintarias em portas e janelas exteriores, tratamento das guardas metálicas das varandas, restauro de serralharias das grades, janelas, portas e nos reforços estruturais e trabalhos de pintura. As operações de restauro demoraram, no total, 417 dias, e envolveram 25 profissionais.

Investimento rondou 1 milhão

A intervenção de restauro, que, incluindo obra e outros componentes, alcançou os 960 mil euros, foi cofinanciada, em 85% (677.533 euros) pelo ON.2 – O Novo Norte (Programa Operacional Regional do Norte 2007/2013), integrado no Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007/2013 e financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. A obtenção de financiamento para o projeto concretizou-se pela conjugação de esforços da Sociedade de Reabilitação Urbana, da Comissão de Coordenação da Região Norte e da Câmara Municipal do Porto. A estas juntaram-se a Direção Regional de Cultura do Norte, que prestou a assistência técnica, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que teve a seu cargo a fiscalização da obra, e a Universidade de Aveiro, para preparar a operação, e, posteriormente, o Instituto de Construção da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Além do apoio destas instituições, a obra contou com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura.
A STAP foi o empreiteiro geral da obra, que contou também com a participação da CACO3 (conservação e restauro).
 
Mais de dois séculos de história

Inaugurado oficialmente em 1798, o Teatro Nacional de São João, na altura denominado Real Teatro de São João, foi o primeiro edifício construído de raiz no Porto exclusivamente destinado à apresentação de espetáculos. Seria destruído por um incêndio em 1908, reconstruído nos anos seguintes e reinaugurado em 1920.
Em 1932, acompanhando a decadência da atividade teatral na cidade, passou a chamar-se São João Cine, dedicando a maior parte da sua programação à exibição cinematográfica. O edifício foi esquecido e entrou numa fase de progressiva degradação. Adquirido pelo Estado, foi reinaugurado a 28 de novembro de 1992 com a designação oficial de Teatro Nacional São João. Restaurado, remodelado e reequipado entre 1993 e 1995, segundo projeto do arquiteto João Carreira, voltou a ter uma programação regular.
Em 2006, a dilatação das juntas do edifício começou a provocar a queda de blocos de betão da estrutura. Por questões de segurança, foi rodeado por uma rede de proteção e entaipado. A intervenção de restauro da envolvente exterior do edifício foi iniciada em maio de 2013. Foram realizadas, entre outras, operações de limpeza, restauro e pintura das fachadas, reforços estruturais, reabilitação das coberturas e reparação dos elementos ornamentais. A conclusão das obras devolve-lhe o antigo esplendor e vigor, pondo a descoberto um rosto do edifício há muito esquecido.
Hoje, dia 12 de setembro, decorre a cerimónia oficial de apresentação da fachada do Teatro Nacional, já totalmente recuperada. O evento tem início  decorre no Salão Nobre, com a apresentação do filme Restauro: O Teatro em obra, vídeo – da autoria de Paulo Américo – que retrata as diferentes fases de evolução das obras de restauro da fachada do edifício.
Jorge Barreto Xavier, Secretário de Estado da Cultura, associa-se às comemorações de devolução do edifício histórico à cidade do Porto. O evento conta ainda com as intervenções de Francisca Carneiro Fernandes (presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional de São João), Maria de Lurdes Correia Fernandes (presidente da Fundação Marques da Silva), António Ponte (diretor Regional de Cultura do Norte) e Rui Moreira (presidente da Câmara Municipal do Porto).

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