Diretor: José Tomaz Gomes | Editor: AECOPS
06 de Março de 2014 às 16:34:00
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Contrariando, com factos e números, a ideia generalizada de que a Construção seria uma atividade “não transacionável” e, portanto, pouco relevante para o crescimento futuro da economia portuguesa dinamizado pelas exportações, um estudo recente do Banco de Portugal revela que, afinal, este Setor é exportador e contribui positivamente para o saldo da balança comercial e para o equilíbrio das contas externas.

Com efeito e de acordo com o referido estudo, em 2012, cerca de 20% da produção do sector é exportada e o contributo da Construção para o equilíbrio das contas externas foi de 9%.
As conclusões do Banco de Portugal encontram-se publicadas na “Análise do Setor da Construção”, Estudo da Central de Balanços, janeiro de 2014, designadamente, na “Caixa 1 – Relevância do Exterior na Atividade Operacional do Setor da Construção”, onde se pode ler:
“Em 2012, o mercado externo justificou 20% do volume de negócios do setor da Construção. Este valor reflete um aumento face a 2011 (peso do mercado externo de 14%), que resultou quer da quebra do mercado interno, quer da aceleração do mercado externo. O peso das exportações no setor da Construção era semelhante ao observado no agregado das empresas não financeiras em Portugal: 21%, em 2012.
Na Construção, tal como no agregado das empresas em Portugal, o peso das exportações no total do volume de negócios aumenta com a classe de dimensão das empresas: em 2012, foi de 4% nas microempresas, 12% nas PME e 38% nas grandes empresas.
Em termos do saldo das operações comerciais com o exterior, o setor da Construção apresentou um valor positivo em todo o horizonte temporal considerado (9% em 2012), em contraste com o agregado das empresas em Portugal, que apresentou sempre valores negativos (-0.5% em 2012). Face a 2008, o saldo na Construção aumentou 4 p.p.
No período 2008-2012 observa-se, ainda, que todas as classes de dimensão do setor da Construção apresentaram um saldo das operações comerciais de bens e serviços com o exterior positivo: 3% nas microempresas, 7% nas PME e 14% nas grandes empresas.”
A importância da Construção na redução do défice da balança comercial está também patente num gráfico constante do mesmo estudo e que a seguir se reproduz.

Da leitura deste gráfico, que apresenta, por um lado, o contributo agregado da Construção e dos seus segmentos de atividade para o saldo das transações de bens e serviços e, por outro lado, o contributo das Sociedades Não Financeiras (SNF), ou seja, do conjunto das empresas de todos os setores de atividade económica, resulta, sem margem para dúvidas, que o contributo da Construção para o equilíbrio externo é sempre positivo, o que não acontece com a maioria das empresas portuguesas.
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