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Procura elevada de habitação e escritórios dinamiza mercado imobiliário de Moçambique

26 de Fevereiro de 2014 às 10:27:54

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Notícias

Os elevados níveis de procura de produtos habitacionais e de espaços de escritórios em Maputo serão um dos motores para o dinamismo do mercado imobiliário de Moçambique este ano, revela a Prime Yield MZ no seu mais recente estudo “Mercado Imobiliário Moçambique”- 2014.

Na sua 4ª edição, a publicação é lançada durante a Tektónica Moçambique, que teve hoje início e decorre até dia 1 de março na capital moçambicana.
O turismo, especialmente na componente de imobiliário hoteleiro, deverá também mostrar-se ativo este ano, com o surgimento de novos projetos, nota este estudo, que analisa o mercado nas áreas de habitação, escritórios, turismo e retalho. Por outro lado, este último segmento será o menos dinâmico em termos de nova oferta, não estando prevista a inauguração ou desenvolvimento de nenhum projeto nesta área, concretamente no que respeita a promoção de conjuntos comerciais integrados, como centros comerciais ou retail parks.

Habitação

O mercado de habitação de Maputo acolheu em 2013 diversos novos projetos e muitos outros deverão ficar concluídos este ano, que marcará também o arranque de novas promoções nesta área, especialmente no Bairro Central C. A absorção dos produtos que vão sendo colocados no mercado é quase imediata, dado que, nos últimos três anos, a procura de habitação na capital disparou, sem encontrar, contudo, resposta adequada às necessidades da sua franja mais expressiva, nomeadamente a classe média. De acordo com este estudo, a oferta a curto e médio prazo deverá manter-se desajustada às características desta nova procura, pois predominam os produtos direcionados à classe média-alta e só dentro de 5 a 10 anos este ciclo dever inverter-se, com o surgimento de projetos estruturantes que irão incluir habitação para os mercados de renda média e baixa. Por agora, num mercado onde o arrendamento continua a ser a opção dominante, os valores médios de venda de habitação na zona prime de Maputo (Avenida Julius Nyerere) fixam-se em 2.273 euros/m².

Escritórios

Nos escritórios, os níveis de atividade continuam também dinâmicos e deverão manter-se elevados, impulsionados por uma economia forte, que combina uma crescente confiança do investimento estrangeiro no país e a qualificação do tecido empresarial moçambicano. Em 2014, a Banca continuará a ser uma das áreas mais dinâmica na tomada de espaços de escritórios, ocupando alguns dos principais projetos em pipeline e que incluem as sedes do Banco de Moçambique e do Banco BCI. Já em 2013, os bancos Millennium BIM e Moza Bank garantiram ocupação dos edifícios JAT 5.2. e JAT 5.3. Prevê-se que a procura continue bastante elevada, e além das multinacionais começa a ser marcada pelas PME’s nacionais, que têm crescido em termos qualitativos e de número. A zona da Baixa é a localização prime de escritórios, com a renda prime em Maputo a situar-se em torno dos 23 euros/m² e o valor de venda médio nos 1.726 euros/m².

Turismo

No turismo, os indicadores dos últimos anos têm garantido também uma atividade dinâmica na área imobiliária, embora o foco tenha sido até aqui em Maputo, já que a maior parte dos turistas que entram no país fazem-no por motivos de negócio. Na capital, dado que a procura de quartos/alojamento continua elevada, é expectável que a oferta hoteleira continue a crescer em 2014, com novos investimentos já conhecidos. A Avenida Julius Nyerere é a principal localização para hotelaria em Maputo, cidade na qual os preços médios praticados por quarto variam entre os 116 euros em hotéis de 3 estrelas e 233 euros nos de 5 estrelas. Além de Maputo, cidades com o Tete, Nampula, Beira e Pemba estão já a iniciar o desenvolvimento de projetos turísticos, quer dirigidos para o turismo de negócios, quer para o de lazer, um segmento que o governo pretende promover e atrair nos próximos anos e que é considerado estratégico para o crescimento do turismo nacional. Contudo, em 2013, a instabilidade política e o atraso na consolidação de alguns projetos estruturantes afetou o desenvolvimento de projetos nestas cidades.

Retalho

No retalho, em 2014 não são esperados novos projetos, não estando previstas inaugurações nem arranque de novas promoções de projetos em Maputo. Este mercado continua bastante limitado em termos do stock de centros comerciais e retail parks modernos (existem 4 centros comerciais, 4 retail parks e 3 galerias comerciais), o que contrasta com uma base de consumidores cada vez mais alargada, jovem e com um poder de compra crescente, que não encontra uma oferta diversificada, acessível e moderna. Atualmente, o retalho é marcado pelo formato comércio de rua, embora bastante fragmentado, disperso, local e tradicional. Este é, por isso, um dos segmentos imobiliários com maior potencial de crescimento, já que se espera que o poder de compra dos moçambicanos continue a aumentar, sustentado numa economia que deverá manter-se forte, e considerando que a oferta existente é bastante escassa na resposta a novas necessidades de consumo e a novas estilos de vida que emergem em paralelo ao crescimento da classe média.

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