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Melhoria do PIB gera expetativas na Construção

07 de Novembro de 2013 às 14:50:01

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Notícias

Uma relativa recuperação da confiança empresarial e uma redução menos intensa do investimento apuradas pela análise de conjuntura da FEPICOP-Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas apontam para alguma estabilidade do nível de atividade do Setor, ainda que este continue a atravessar a maior crise de sempre.

No documento salientam-se os primeiros sinais positivos na evolução da confiança e perspetivas de emprego dos empresários, com subidas homólogas de 10,9% e de 11,9%, respetivamente, no trimestre terminado em agosto, embora ainda se mantenham em níveis historicamente reduzidos, e uma queda menos expressiva da carteira de encomendas.
Em todo o caso, persistem sérias condicionantes à atividade, entre os quais a procura insuficiente e os aspetos financeiros, com destaque para o crédito às empresas do Setor a cair 4 mil milhões de euros em julho face ao período homólogo. Em sentido contrário, o crédito à habitação registou um crescimento 17,1% face a julho de 2012, embora refletindo uma quebra de 81% face ao mesmo mês de 2010.
Outro aspeto positivo a destacar é a diminuição, em agosto e pelo sexto mês consecutivo, do número de desempregados oriundos do Setor (- 1,3% face a agosto de 2012), conquanto deste dado não se possa inferir um aumento efetivo de postos de trabalho na Construção, uma vez que há outros fenómenos a considerar, tais como emigração, aposentações, perdas de direito a subsídio, entre outros.
Por outro lado, a queda registada no investimento em Construção, de 13% no 2º trimestre de 2013 em termos homólogos e de 1,0% face ao trimestre anterior, traduz um forte abrandamento da tendência negativa dos últimos anos.
Mas, a procura no mercado residencial mantém-se negativa, com reduções homólogas das licenças, até agosto, superiores a 20%, quer nas construções novas, quer nas obras de reabilitação e demolição. A área residencial licenciada caiu 31,4%, enquanto o número de fogos licenciados decresceu 38%. Já no segmento não residencial, a quebra da área licenciada foi de 7%, tendo continuado a aumentar só em edifícios industriais e agrícolas.
Por fim, assistiu-se a um aumento das intenções de investimento nas obras públicas, sobretudo em vias de comunicação, obras hidráulicas e de urbanização, com os concursos abertos até final de agosto a crescerem, por força da administração central e em termos homólogos e em valor, 27,1%.
Lamentavelmente, este aumento não se refletiu ainda num aumento das adjudicações, que continuam no vermelho: -20% em valor em agosto e em termos homólogos.

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