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AECOPS atribui crise do Setor à “seca” de investimento na Construção

12 de Junho de 2013 por Lurdes Neto às 14:57:35

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Depois da identificação, nas Contas Nacionais Trimestrais, de uma quebra homóloga de 25% da produção da Construção nos primeiros três meses de 2013, os dados do INE ontem divulgados vêm confirmar a manutenção da tendência de queda, já que em abril a produção do Setor atingiu uma variação homóloga de -21,5%, com a engenharia civil a cair 22,6%.

Perante os números agora divulgados, a AECOPS-Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços retoma as críticas oportunamente feitas às recentes declarações do ministro das Finanças, que atribuem a queda do investimento em Construção no primeiro trimestre do ano às condições meteorológicas adversas.

“Se tivermos que estabelecer alguma ligação entre as condições climatéricas e a produção do Setor, temos antes que dizer que a situação desastrosa identificada na última estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais e na análise mensal dos Índices de Produção, Emprego e Remunerações na Construção se deve, isso sim, ao ‘fenómeno meteorológico’ de ‘grande seca’ que tem vindo a caraterizar o investimento público em Construção e que condiciona inquestionavelmente a procura”, diz o presidente da Associação, Ricardo Pedrosa Gomes, sobre as afirmações proferidas por Vítor Gaspar durante o debate do Orçamento Retificativo, segundo as quais “o investimento no primeiro trimestre deste ano foi adversamente afetado pelas condições meteorológicas dos primeiros três meses do ano que prejudicaram a atividade da construção”.

Ricardo Pedrosa Gomes recorda e insiste que “estamos perante a maior quebra de sempre na produção no setor da Construção, reflexo não de um, mas de 21 trimestres consecutivos de contração do investimento na atividade, designadamente no segmento da Engenharia Civil, e que, “mais do que o mau tempo, esta redução é, isso, sim, o resultado da total ausência de obras”. 

Subscrevendo a posição assumida sobre este assunto pela CPCI-Confederação Portuguesa da Construção do Imobiliário, entidade na qual assegura o cargo de vice-presidente, o responsável da AECOPS reitera que, “contrariamente ao afirmado, o que está em causa não são questões climatéricas do último trimestre, mas sim opções políticas e económicas de sucessivos governos, que têm penalizado o País e o setor da Construção e do Imobiliário”, e acrescenta que “está nas mãos do Executivo retirar o Setor e a economia nacional do marasmo em que se encontram, designadamente, invertendo a estratégia de redução do investimento a que tem dado prioridade em todas as decisões que toma”.

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