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Colômbia traz empresários sul-americanos à Tektónica 2017

27 de Abril de 2017 às 10:52:14

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Agenda

A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Colombiana (CCILC) vai marcar presença na Tektónica 2017 com uma comitiva de empresários colombianos da fileira da Construção que ali pretendem explorar oportunidades no mercado nacional.

Em contrapartida, as empresas portuguesas são convidadas a aproveitar a ocasião para descobrirem ou conhecerem melhor as potencialidades que este país da américa latina lhes oferece.
Com efeito, a Construção Civil e as Obras Públicas são atividades em franco desenvolvimento na Colômbia e, nos próximos anos, o governo local tem previsto para o Setor um programa de investimento de cerca de 80 mil milhões de dólares.
Espera-se igualmente que também as áreas de negócio que lhe são transversais (máquinas, equipamentos, materiais de construção, entre outros) sejam beneficiadas com este crescimento. E Portugal tem competências internacionalmente reconhecidas no sector da engenharia civil, arquitetura e construção, espelhados em obras emblemáticas de infraestruturas públicas e empreendimentos de natureza privada. “Os materiais de construção portugueses têm uma qualidade que acrescenta valor à execução de qualquer projeto”, reconhece a CCILC, em comunicado.
Refira-se que a CCILC tem vindo a aprofundar o relacionamento bilateral entre Portugal e a Colômbia através do projeto Prointer+, financiado pelo programa Compete 2020. Esta missão empresarial que se desloca à Tektónica é, de resto, uma iniciativa incluída no projeto Prointer+, promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Colombiana e co-financiado pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, enquadrada no Programa COMPETE 2020 (Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização), no Sistema de Apoio a Ações Coletivas.
´As exportações portuguesas para a Colômbia aumentaram 40% nos últimos cinco anos. Em 2016, cerca de 400 empresas portuguesas exportaram para a Colômbia aproximadamente 59 milhões de euros, o que colocou Portugal no sétimo lugar dos investidores estrangeiros no país.
Os objetivos da CCILC ultrapassam o enfoque no desenvolvimento do relacionamento económico, contribuindo também para a divulgação das respetivas culturas.
Paralelamente, a CCILC tem promovido o intercâmbio de estudantes do ensino superior.
“Para que as presenças nos mercados se consolidem, é necessário que as empresas exportadoras estejam próximas dos seus parceiros e consumidores para melhor entenderem necessidades e preferências”, salienta a presidente executiva da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Colombiana, Rosário Marques, sublinhando ainda que “são várias as oportunidades que existem, quer em Portugal para os empresários colombianos, quer na Colômbia para os investidores portugueses.” 
Os principais atrativos do mercado colombiano

A Colômbia é o terceiro país mais populoso e com a maior subida de posição no Ranking Doing Business de 2007 – 2016, tendo apresentado, entre 2010 e 2015, um crescimento médio do PIB de 4,5%.
Os tratados de Livre Comércio, com acesso preferencial a mais de 1500 milhões de consumidores, e de dupla tributação, assim como, o regime de zonas francas competitivo, os incentivos ao investimento e o potencial do Mercado da Aliança do Pacífico, são ainda fatores decisivos para o investimento, designadamente português, na Colômbia.
A segurança jurídica, o ambiente de negócios facilitador ao investimento estrangeiro e a não existência de entraves à saída de lucros declarados tornam, por seu turno, a Colômbia um país seguro para o investimento estrangeiro.
Acresce a estabilidade política, a localização geográfica estratégica, o crescimento da classe média, a disponibilidade de mão-de-obra qualificada e os 48 milhões de habitantes, dos quais 55% tem menos de 30 anos.
A Colômbia é um dos países que mais consome produtos de moda, entre os quais roupa e calçado. O vinho e azeites europeus são considerados produtos gourmet, de elevada qualidade e muito apreciados pelo consumidor colombiano de classe média – média alta.
As maiores necessidades que a Colômbia apresenta encontram-se ao nível da maquinaria, dos equipamentos mecânicos e elétricos e dos materiais de construção.
Sendo a oferta colombiana insuficiente para fazer face à procura, a experiência portuguesa em áreas como a engenharia e arquitetura portuguesas são bem aceites neste mercado.


 

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