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A Arquitetura e a Construção Metálica na conferência Steel Talk, dia 18 de maio

17 de Maio de 2016 às 11:15:12

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Agenda

Debater as potencialidades da Construção Metálica para a arquitetura moderna ou como serão as cidades do futuro, eis alguns dos temas em cima da mesa na próxima Steel Talk.

A conferência, organizada pela CMM - Associação Portuguesa da Construção Metálica e Mista, no âmbito do projeto Portugal Steel, realiza-se no dia 18 de maio na Faculdade de Arquitetura do Porto e contará com a presença do arquiteto Manuel Aires Mateus.
As cidades do futuro, que se preveem mais verdes, com mais construção sustentável, eficientes em termos energéticos e com edifícios ecológicos, terão de estar preparadas para o aumento da população urbana, que se antecipa que aumente 70% até 2050. No entanto, as cidades do futuro vão exigir soluções inteligentes e integradas, onde a redução do desperdício será palavra de ordem. A construção do futuro vai exigir menos ruído, mais rapidez, menos impacto ambiental, menos poeiras e detritos e o aço responde a essas necessidades.

Reindustrializar o País passa pela construção metálica

Para o professor Luís Simões da Silva, presidente da CMM, «só vamos conseguir ter projetos urbanos integrados sustentáveis se a construção passar a incorporar mais construção metálica nos seus projetos, uma vez que este tipo de construção apresenta um vasto número de vantagens, quer em termos económicos, quer em termos ambientais, quando comparada com a construção tradicional. Ao juntarmos sustentabilidade, impactos sócio-ambientais e pegada ecológica com a arquitetura e construção, percebemos que é obrigatório repensar os projetos e a forma como as cidades devem passar a ser construídas».
«O objetivo da conferência é alertar os arquitetos para a importância da construção metálica e da liberdade criativa que esta lhes pode conferir e o setor da Construção para a necessidade de se adaptar às novas tendências. Há países europeus, como é o caso de França, nos quais a arquitetura incorpora cada vez mais revestimentos e elementos decorativos em metal. E, embora se trate de um mercado muito exigente, as empresas portuguesas têm estado à altura das maiores inovações a nível mundial», reforça o responsável.
A evolução tecnológica da indústria do aço nos últimos anos, o facto de os metais serem 100% recicláveis, aliado à circunstância de o aço resolver os problemas da construção tradicional, no que respeita à durabilidade, sustentabilidade e capacidade de ser exportada, conferem à construção metálica uma importância que deve ser considerada pela Indústria. Um setor que garante atualmente mais de 26 mil postos de trabalho diretos e representou, em 2014, um volume de negócios superior a 3.500 milhões de euros.
O princípio da reversão é uma das outras vantagens da construção metálica, apontada pelos especialistas do setor, que defendem que será muito mais fácil de manter e reabilitar daqui a um século se a sua estrutura for em metal. Mas, mais do que a reutilização e a reentrada do aço no canal comercial, a redução da necessidade de extração de mais minério é um contributo muito positivo em termos ambientais. Fazer a extração de forma sustentável é fundamental, se tivermos em conta o tempo de renovação dos recursos ou mesmo o seu possível esgotamento.
De acordo com a CMM, «nestes projetos urbanos integrados tem de ser contemplada a reabilitação urbana, ou seja, recuperar e reutilizar recursos e equipamentos já construídos. Sabemos hoje que um terço dos edifícios portugueses está degradado e precisa de intervenção. Só a capital tem mais de 5 mil edifícios devolutos. A construção metálica adapta-se facilmente às exigências das zonas urbanas com acessos e espaços reduzidos, uma vez que é estruturalmente mais leve, permite uma maior flexibilidade e um menor prazo de execução».
Para as empresas nacionais do setor da construção metálica, esta área de ação permite aumentar o seu negócio no mercado interno da construção tradicional, num período em que a construção civil e as obras públicas de raiz ainda se mantêm com número aquém do expectável.

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