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Arquitetos partilham experiência no âmbito do Prémio Estágios em Portugal e no Mundo

15 de Setembro de 2014 às 11:05:56

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Agenda

Histórias pessoais de um trio de arquitetos, cada um representando uma geração distinta de práticas, eis a proposta do encontro que vai decorrer no dia 18 de setembro, no Café da Ordem dos Arquitectos, no âmbito do Prémio Estágios em Portugal e no Mundo.

A oportunidade possibilitará ouvir na primeira pessoa as narrativas dos arquitetos Fernão Lopes Simões de Carvalho, José Neves e Raquel Melo. A entrada no encontro, que começa às 19H00, é livre.  
À imagem do que sucedeu o ano passado, na edição inaugural do Prémio Estágios em Portugal e no Mundo, também este ano serão prestados de viva voz os testemunhos de arquitetos que iniciaram a sua relação profissional com a arquitetura em diferentes lugares, contextos e situações.
Fernão Lopes Simões de Carvalho concluiu a licenciatura em Arquitectura na ESBAL em 1955, mas cedo percebeu que o seu interesse era o urbanismo. Na qualidade de bolseiro do governo francês, obteve o diploma em urbanismo no Institut d'Urbanisme de L'Université de Paris, na Sorbonne, em 1959.
Fez vários estágios enquanto estudava: o primeiro no atelier dos arquitetos Lima Franco e Manollo Pottier, em Lisboa; o segundo no Gabinete de Urbanização do Ministério do Ultramar, com os arquitetos João de Aguiar e Lucínio Cruz, também na capital portuguesa; seguiu depois, entre 1956 e 1959, para Paris, onde trabalhou no Atelier de Le Corbusier e André Wogenscky.

Por seu turno, José Neves, licenciou-se em 1986 pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa. Trabalhou, ainda estudante, em vários ateliers, entre eles o dos arquitetos Nuno Pires Antunes e Bárbara Miguel, tendo colaborado com os arquitetos Duarte Cabral de Mello e Maria Manuel Godinho de Almeida, entre 1986 e 1990.
Participou em diversos trabalhos com o arquiteto Vítor Figueiredo. Tem atelier próprio desde 1991, tendo passado, como assistente e professor convidado, pelo ISCTE, onde ainda dá aulas, Universidade de Lisboa, UAL e FAUTL.
Entre os seus trabalhos encontram-se a remodelação do Cinema Ideal, em Lisboa, que abriu há dias, a Escola Francisco de Arruda (Prémio Valmor 2011 e Prémio Secil de Arquitetura 2012) e a Escola Marquesa de Alorna, ambas em Lisboa, o Centro de Artes do Carnaval (1º lugar em concurso público), o Edifício C6 e Alameda da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (1º lugar em concurso público, com o Arq. Francisco Freire) ou a Casa do Moinho (1º Prémio de Arquitetura da Câmara Municipal de Torres Vedras 1996-2001).
Foi ainda premiado em outros concursos para obras públicas como para a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Minho, o Mercado de Levante de Almada ou a Reitoria da Universidade Técnica de Lisboa. 
A arquiteta Raquel Melo, a mais jovem convidada, licenciou-se em arquitetura em 1999 pelas Faculdades de Lisboa e Porto, desenvolvendo atualmente projetos por conta própria na tipologia de habitação e turismo, tanto em reabilitações, como em construções novas.
Envolvida no projeto Moralá Castelo (BIPZIP), através da associação FAZ, fundada em 2013 (http://raquelmelomorais.viewbook.com/), elaborou o projeto de recuperação de um apartamento na Rua da Junqueira e concluiu a obra de uma moradia no bairro económico do Restelo, um projeto de sua autoria. Em 2012, remodelou um apartamento em Campo de Ourique (Lisboa).
Em 2011 concluiu, o projeto e obra de uma Casa de Campo e Turismo Rural em Aljezur situada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (www.casadocanal.com). Fez o seu arranque profissional colaborando nos gabinetes de JLCG arquitectos, Paulo David e Luís Vilhena. 
Recorde-se que está a decorrer a 2ª edição do Prémio Estágios em Portugal e no Mundo que se destina a valorizar e dar a conhecer as histórias dos estágios profissionais realizados pelos arquitectos desde Setembro de 2007 até hoje.
Até ao dia 15 de Outubro corre o período para envio das candidaturas ao Prémio, que se propõe "registar e divulgar as experiências e apresentar a forma como são conduzidas as obras físicas em que os arquitetos trabalham, assim como fomentar e abrir um espaço para a mostra das histórias e experiências únicas ocorridas em Portugal e no estrangeiro".


 

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