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Seminário do SIL revela consenso na necessidade da reabilitação

22 de Outubro de 2010 às 15:03:18

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Agenda

A primeira das quatro conferências inseridas no Salão Imobiliário de Lisboa (SIL), que foi ontem inaugurado, na FIL, e que está patente até ao próximo domingo, foi dedicada à reabilitação urbana.

Entre os oradores, contaram-se o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, o economista Augusto Mateus, e os presidentes da CPCI (Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário), Reis Campos, da CIP, António Saraiva, da AICE, Maria Teresas Pinto, e da AIP/CE, Rocha de Matos. Todos foram unânimes quanto à importância da reabilitação urbana na recuperação do sector da Construção e da economia nacional, na melhoria da qualidade de vida das populações e da imagem das cidades, e na captação de novos investimentos.
António Costa referiu, na sua intervenção, que o novo PDM de Lisboa visa criar mais condições ao investimento na reabilitação urbana, através da simplificação dos processos de licenciamento e do reforço das funções das juntas de freguesia, entre outras medidas.
Já Augusto Mateus sublinhou ser preciso ligar a casa ao habitat, para garantir o que se chama melhoria da qualidade de vida das populações. Daí, defendeu a relação entre regeneração urbana e habitacional e eficiência energética. 


Solução para crise no Sector


O presidente da CPCI mostrou o contributo do segmento da reabilitação na superação da crise no sector da Construção e na economia, em geral, bem como o seu potencial de crescimento. Trata-se de um mercado vasto, tendo em conta que 34% do parque habitacional precisa de obras, intensivo em mão de obra, pelo que cria emprego, e que envolve todas as empresas, quaisquer que sejam as suas dimensões. É ainda um mercado que representa, em Portugal, apenas 6,5% do sector da Construção, enquanto a média europeia está nos 30%. Mas, frisou, o sucesso da reabilitação depende do investimento privado, devendo assim o Estado incentivá-lo, com a alteração da Lei do Arrendamento Urbano e a criação de benefícios fiscais.
Por último, António Saraiva considerou que a crise económica veio revelar a necessidade da regeneração das cidades, devendo “este momento ser aproveitado”. Anunciou ainda que a CIP elaborou um estudo, que será apresentado na próxima semana, sobre os sectores da Construção e do Imobiliário, onde uma das conclusões é de que “não há crescimento económico sem a construção”.

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