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“E quando pensávamos que não poderia piorar mais… Sobe o preço do cimento…!”

31 de Janeiro de 2014 por AICOPA  às 15:30:31

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Opinião

Muito se tem dito e muito se tem escrito ao longo dos últimos tempos sobre o atual estado da economia, e sobre as suas repercussões na atividade empresarial, a nível nacional e regional, transversal a todos os setores de atividade, com a particular incidência sobre ao que nos propomos, naturalmente, a analisar uma vez mais: o da construção civil e obras públicas.

Passando pelo abrandamento de investimento, quer público, quer particular, verificado nos últimos anos (e ao qual a retração da banca à concessão de crédito a empresas e particulares não é alheia), diversos são os constrangimentos de diversa ordem impostos ao setor que representamos, independentemente quer do nosso empenho, enquanto representantes de todo um setor, quer por parte dos diversos organismos públicos, que connosco partilham esforços na demanda de medidas que visem minorar os entraves e dificuldades existentes e impulsionar o setor, com o primordial objetivo de gerar riqueza e emprego, não apenas para as pessoas e empresas, bem como para a própria Região!
Sim, porque o setor da Construção Civil deve, definitivamente, ser encarado como o que realmente é: um setor basilar da economia! E como sempre temos defendido, a construção não deve ser considerada como um fim em si, mas sim como um meio para que as sociedades possam, efetivamente, desenvolver-se.
Porém, e paralelamente às dificuldades intrínsecas à crise que demora a passar como as acima descritas, outras há, através de determinados agentes do setor, que entendemos devam ser amenizadas pela adoção de medidas que visem impedir o aumento do rol de dificuldades com que as empresas do setor já se debatem. Em causa está o aumento do preço de comercialização da “nossa” matéria prima: o cimento…
Tal como o que representam os preços dos cereais, as delimitações de zonas económicas exclusivas, ou a fixação de quotas máximas de produção para outros setores igualmente fundamentais à nossa economia, o cimento representa para o nosso setor a base de toda a sua atividade!
Se aliarmos mais este golpe – um aumento de 2% anunciado a partir do próximo dia 3 de fevereiro pela única empresa fornecedora daquela matéria prima a nível regional - à atual frágil situação da Construção, motivada pelo forçado abrandamento de investimento, torna-se cada vez mais difícil a nossa missão em lutar pela defesa e prosperidade do setor.
Não nos esqueçamos da existência da infinda legislação afeta ao funcionamento do nosso setor, que tantos constrangimentos e peso representam para a atividade e sustentabilidade económica das empresas. Se aliarmos a estes, todas as obrigações fiscais, de transportes, de custos de materiais, de garantias, de cauções, ou meramente os de custos com combustíveis (que para nós, e ao contrário de outros setores de atividade, são isentos de qualquer comparticipação), vemos acrescidas as dificuldades, no início de mais um ano.
Resgate-se o náufrago, em vez de o afogar definitivamente…

 

A AICOPA

 

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