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INE confirma resiliência do Setor em 2020

08 de Março de 2021 às 12:15:39

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Economia

As Contas Nacionais Trimestrais relativas ao quarto trimestre de 2020, que confirmaram a queda de -7,6% do PIB, em consequência da pandemia, confirmaram igualmente a forte resiliência do setor da Construção, que ultrapassou todas as estimativas formuladas.

Conforme destaca a análise de conjuntura do Setor do mês de fevereiro, o investimento em construção (FBCF) cresceu 4,8%, num ano em que o investimento total (FBC) registou uma variação de -4,9% em termos homólogos. Também ao nível do valor acrescentado bruto, que revelou uma variação de -6,4% em termos médios, a Construção foi o único ramo de atividade com crescimento: 3,3% face ao ano anterior.
Dos indicadores da atividade que ditaram o resultado atingido, nota para os novos empréstimos concedidos a particulares, para aquisição de habitação, somaram 11.389 milhões de euros, o que correspondeu a um acréscimo de 770 milhões de euros, ou seja, a um aumento de 7,3% face ao ano de 2019. O licenciamento total de obras de edificação e reabilitação, porém, registou uma ligeira quebra, de 3,4%, em resultado de uma estabilização nas construções novas (-0,5%), enquanto ao nível das licenças para obras de reabilitação assistiu-se a uma quebra de 10,3% em termos homólogos. 
Já no ano em curso, em janeiro de 2021 o valor dos imóveis habitacionais analisados pelo valor mediano de avaliação bancária, para efeitos da concessão de crédito à habitação, manteve a tendência de crescimento, com uma valorização de 6,1% em termos homólogos, para 1.170€/m2, o que corresponde a um novo máximo histórico.
Nas obras públicas, o total de contratos celebrados em janeiro de 2021 registou um crescimento homólogo de 26%, o que contrasta com a variação homóloga da promoção de concursos de empreitadas de obras públicas, que foi de -29%. No entanto, apesar deste abrandamento em termos homólogos mensais, a média apurada nos três últimos meses apresenta um crescimento de 14% face a igual período de 2020.
Por último e após um expressivo crescimento 10,6% em 2020, em janeiro de 2021 o consumo de cimento mostrou um ligeiro decréscimo de 2,8%, em termos homólogos, para 262,2 mil toneladas. 

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