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Emprego da Construção recupera

03 de Junho de 2019 às 16:02:14

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Economia

A evolução do emprego da Construção foi positiva até março. Após um decréscimo anual de 0,2% em 2018, o número de trabalhadores do setor da Construção voltou a crescer no primeiro trimestre de 2019, +1,6% para os 308,7 mil trabalhadores, face ao mesmo trimestre do ano anterior.

Após um decréscimo anual de 0,2% em 2018, o número de trabalhadores do setor da Construção voltou a crescer no primeiro trimestre de 2019, +1,6% para os 308,7 mil trabalhadores, face ao mesmo trimestre do ano anterior. 
Desde 2013 que o número de trabalhadores da Construção no trimestre inicial do ano não era tão elevado. 
O número de trabalhadores da Construção aumentou cerca de 5 mil, o que representou 6,5% do acréscimo do emprego total da economia (que cresceu 1,5% nesse período, em termos homólogos). 
Ainda em termos globais, é de assinalar a descida da taxa de desemprego, de 7,9% no primeiro trimestre de 2018 (410,1 mil pessoas desempregadas) para 6,8% em igual período de 2019, correspondendo a um número de desempregados a rondar os 353,6 mil.  
No que concerne ao desemprego oriundo da Construção, a evolução foi igualmente positiva, com o número de desempregados do Setor inscritos nos centros de emprego a diminuir 26,3% em março, correspondendo a menos 8.907 desempregados do que os registados no mesmo mês de 2018.
Paralelamente, o consumo de cimento cresceu 20% em termos homólogos até abril, ultrapassando o milhão de toneladas consumidas nos 4 primeiros meses do ano, o que não se verificava desde 2012.
Em termos de procura dirigida ao Setor, os indicadores revelam um acentuado dinamismo, quer em termos de investimento privado, quer no que concerne ao investimento público.
Por um lado, as licenças de construção evoluíram de forma muito positiva, com 5.887 novos fogos a serem licenciados até março, o que traduz um crescimento homólogo de 28%.
Já no que concerne ao mercado das obras públicas, o valor das obras lançadas a concurso cresceu 77% até abril, em termos homólogos.
Estes sinais de recuperação da atividade da Construção revelam-se mais animadores do que a evolução apurada para a globalidade da economia, a qual, segundo a estimativa rápida das contas trimestrais do INE, terá crescido, em volume, 1,8% no primeiro trimestre do ano. Esta evolução traduz um abrandamento do crescimento da economia face ao período homólogo, durante o qual o PIB terá crescido a uma taxa superior, +2,3%, mas é um resultado mais favorável do que o apurado para o trimestre imediatamente anterior, quando o crescimento da economia deverá ter sido de +1,7%.
Para 2019, a previsão da FEPICOP aponta para um crescimento real de 4,0% da produção do setor da Construção, uma evolução mais intensa do que a estimada para 2018 (+3,5%).

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