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FEPICOP reclama mais investimento em construção

02 de Maio de 2019 às 12:06:18

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Economia

A atividade da Construção melhorou ao longo do primeiro trimestre do ano de 2019, fornecendo indícios que apontam para uma evolução positiva do investimento em construção. Torna-se, porém, urgente que tal recuperação aconteça, contribuindo para um cenário de crescimento sustentado do investimento total da economia, refere a FEPICOP-Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas.

Na verdade, em matéria de investimento, “a situação de Portugal é muito preocupante, já que se afastou de forma significativa da média dos restantes países europeus”, lê-se no documento, onde se explica que, nos últimos oito anos, entre 2011 e 2018, o peso médio do investimento (FBCF) no PIB situou-se pouco acima dos 16,0%, cerca de 4,0 pontos percentuais abaixo da média da União Europeia, que se situou um pouco acima dos 20,5%. Tomando este valor como referência para um nível adequado de investimento, então o País deveria ter investido todos os anos mais 7 mil milhões de euros, o que, em termos acumulados para os oito anos considerados, perfaz um défice de investimento em Portugal, face à média da UE, superior a 55 mil milhões de euros.
No que concerne ao investimento em construção, o qual, no período 2011-2018, pesou, em média, 51,7% do investimento total da economia, é de assinalar que evoluiu de forma negativa entre 2011 e 2014, mas inverteu essa tendência desde então, com exceção do ano de 2016, crescendo, de 2015 a 2018, a uma média de 3,8% ao ano, em termos reais.
No período analisado, o contributo mais relevante para a recuperação foi dado pelo investimento privado, nomeadamente o relacionado com o segmento imobiliário, com os indicadores a apontarem para fortes crescimentos, principalmente na sua componente residencial.
Já nos meses iniciais de 2019, os indicadores disponíveis mantêm-se animadores, tanto no que diz respeito ao investimento público, quer no que concerne à componente privada. Assim, enquanto o mercado das obras públicas registou crescimentos de 100% e de 17%, respetivamente, nos valores das obras lançadas a concurso e dos contratos de empreitadas celebrados no primeiro trimestre de 2019, o mercado residencial mantem, igualmente, uma dinâmica assinalável. É o caso do número de fogos novos licenciados durante os dois primeiros meses do ano (3.851), que traduz um crescimento de 37,3% face a igual período de 2018, ano durante o qual o número de fogos licenciados já havia crescido 42% em termos homólogos anuais.
Quanto atividade global da Construção, o aumento homólogo de 22,2% no consumo de cimento, verificado ao longo do primeiro trimestre de 2019, indicia que a produção do Setor está a responder de forma positiva à evolução da procura que lhe tem vindo a ser dirigida, não obstante as grandes dificuldades que as empresas continuam a defrontar, como é o caso da escassez de mão-de-obra.

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