26 / Agosto / 2019

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Emprego na Construção recuou 0,2% em 2018

26 de Fevereiro de 2019 às 11:10:01

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Economia

Segundo os dados do Inquérito ao Emprego do INE, relativos ao 4º trimestre de 2018 e disponibilizados recentemente, o emprego do setor na Construção sofreu uma redução no último trimestre do ano (-5,8% em termos homólogos e -3,9% face ao trimestre imediatamente anterior).

Com este decréscimo, o número médio de trabalhadores da Construção em 2018, 307,0 mil, traduziu uma quebra de 0,2% face ao ano anterior, interrompendo a sequência de 3 anos seguidos de recuperação do emprego no Setor (de 2015 a 2017).
Em termos globais, o mercado de trabalho revelou um comportamento positivo em 2018, com o emprego a crescer 2,3%, para os 4,9 milhões de trabalhadores, e o número de desempregados a diminuir em 97 mil pessoas, o que originou uma descida da taxa de desemprego dos 8,9% em 2017 para os 7,0% em 2018.
Já a análise dos dados do IEFP relativos ao número de desempregados inscritos nos centros de emprego revela que se manteve, até dezembro, a tendência de redução homóloga do número de desempregados oriundos da Construção (-26,2% no final do ano) e com uma intensidade superior ao do número total de desempregados, que registava no mesmo mês uma redução homóloga de 15%. Ainda com base nos dados do IEFP, o peso do desemprego na Construção no desemprego total desceu de 9,8% para 8,5%, de dezembro de 2017 para o final de 2018.
Para 2019 as diversas previsões macroeconómicas apontam para um crescimento do PIB e do emprego nacional. No caso das projeções divulgadas pelo Banco de Portugal, o PIB deverá crescer 1,8% e o emprego 1,2%, enquanto a taxa de desemprego deverá descer dos 7,0% em 2018 para 6,2% em 2019. Este decréscimo poderá corresponder a uma diminuição no número de trabalhadores desempregados em cerca de 45 mil, em 2019.
Neste contexto positivo, a previsão da FEPICOP aponta igualmente para um acréscimo no número de trabalhadores do setor da Construção, em linha com o esperado aumento do investimento público e do significativo reforço da atividade do segmento da construção de edifícios, nomeadamente da construção nova de edifícios residenciais, que se espera venha a crescer acima dos 9%, em termos reais, em 2019.
Também as opiniões expressas pelos empresários, através do Inquérito Mensal à Atividade da responsabilidade do INE, sobre a evolução esperada para o emprego nas suas empresas traduziu-se num saldo anual positivo em 2018, +1,0%, facto que não se verificava desde o ano 2001, quando o resultado anual havia sido de +15%.

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