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Relançamento do investimento público é uma prioridade

25 de Junho de 2018 às 11:22:50

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Economia

O desempenho do setor da Construção manteve-se positivo durante os primeiros meses de 2018. Contudo, as contribuições do investimento privado e do investimento público para o comportamento da produção têm-se revelado bastante diferentes, com os indicadores disponíveis a apontarem para um contributo bem mais positivo do setor privado.

No primeiro semestre de 2018 o emprego na construção cresceu 0,1% no primeiro trimestre face a igual período de 2017, o número de desempregados oriundos do Setor inscritos nos centros de emprego diminuiu 26% em março, face ao mesmo mês do ano anterior (segundo o IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional) e o consumo de cimento cresceu 2,9% até ao final de maio, quando comparado com os primeiros cinco meses de 2017.
Também os valores das contas nacionais trimestrais relativos ao primeiro trimestre de 2018 confirmam a evolução positiva da atividade da Construção, com crescimentos de 2,3% do investimento em construção e de 0,8% do VAB do Setor.
Contudo, as contribuições resultantes do investimento privado e do investimento público para o comportamento da produção têm-se revelado bastante diferentes, com os indicadores disponíveis a apontarem para um contributo bem mais positivo do setor privado.
Conforme refere a FEPICOP na sua mais recente análise de conjuntura do Setor, enquanto a evolução dos indicadores associados à construção privada, nomeadamente, número de fogos habitacionais licenciados e respetiva área de construção e área de construção de edifícios não residenciais, têm registado taxas de crescimento superiores a 38%, no primeiro caso, e a 9%, no segundo, a evolução dos dados do mercado das obras públicas tem-se revelado dececionante, com o valor dos anúncios de empreitadas de obras públicas a cair 8% em termos homólogos, até maio, e o montante total dos contratos de empreitadas celebrados a crescerem menos de 5%, no mesmo período.
O número de novos fogos habitacionais licenciados até abril ultrapassou já os 6,1 mil (+38% do que no período homólogo de 2017) e a respetiva área de construção ascendeu a 1,4 milhões de m2, mais 396 mil m2 do que em igual período de 2017.
Por seu turno, a área total licenciada para construção de edifícios não residenciais cresceu, até final de abril, 9,2% em termos homólogos. O principal destino da área já licenciada em 2018 foram os edifícios industriais, que registaram um acréscimo de 13%, face a igual período do ano passado, e responderam por 40% da área total licenciada.
Pelo contrário, a área destinada a fins turísticos registou uma forte quebra (-33%), não chegando a representar 7% da área total licenciada até abril de 2018. Não obstante, é importante notar que, no período homólogo de 2017, o crescimento havia sido superior a 96% e este destino correspondia a mais de 10% do total licenciado nesses meses.
Em síntese, a recuperação sustentada do setor da Construção pressupõe o relançamento do investimento público em infraestruturas, um aspeto crucial que ganha relevância acrescida no momento em que se inicia a discussão pública sobre o Plano Nacional de Investimento 2030 (PNI 2030).

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