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Preços da Habitação disparam nas grandes cidades

08 de Maio de 2018 às 10:21:14

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Economia

Nos últimos dois anos, a mediana dos preços de venda da habitação cresceu acima dos 20% nas principais cidades, o que contrasta, porém, com os 12% apurados em termos médios nacionais.

Após vários anos de acentuada desvalorização dos ativos imobiliários e degradação física do parque edificado existente, o mercado imobiliário tem revelado, nos meses mais recentes, um dinamismo forte, na sequência de uma procura crescente, maioritariamente estrangeira. Nesta sequência, a evolução positiva dos diversos indicadores de preços neste mercado tem sido acentuada, nomeadamente nas principais cidades do País, originando já um ambiente de stress no mercado residencial, revela a análise de conjuntura de abril da FEPICOP.
Segundo os dados divulgados pelo INE, os preços de venda da habitação nas principais cidades disparou, crescendo a sua mediana, num ano, 18% em Lisboa e 14% no Porto. Mas, considerando o período de 24 meses para o qual existe informação, o caso de Lisboa é paradigmático: o preço mediano de venda por m2 subiu 30%. Mas também, no caso da Amadora, a evolução é significativa, com uma subida de 25% do preço, indiciando que as zonas limítrofes das grandes cidades começam, também elas, a revelar um perfil igualmente preocupante do nível de preços do imobiliário.
 
Esta evolução dos preços de venda é muito mais moderada se considerada a média nacional, em que o acréscimo foi de 12% em 2 anos, o que demonstra que esta é uma realidade limitada a determinadas zonas das nossas principais cidades. Associada à subida igualmente acentuada dos valores dos arrendamentos, a atual conjuntura do mercado imobiliário veio acentuar as dificuldades no acesso à habitação de uma parte significativa da população nacional, a qual apresenta rendimentos baixos face à média europeia, mas se defronta, atualmente, com preços da habitação cada vez mais próximos dos praticados, em média, nas capitais dos nossos parceiros europeus.
Para mitigar este problema de claro desequilíbrio entre procura e oferta no mercado habitacional torna-se essencial reforçar a oferta de habitação, quer tornando atrativa a disponibilização de fogos existentes e que neste momento ainda não se encontram no mercado (através de incentivos fiscais ou outros), quer dinamizando a construção nova de habitação.
É neste sentido que vem já evoluindo o licenciamento de novos fogos habitacionais, ao crescer, em número 21%, 38% e 24% nos três últimos anos e mais 20% nos dois primeiros meses de 2018. Ainda assim, estes valores arriscam-se a ser insuficientes para satisfazer uma procura tão dinâmica como a atual e que se reveste de uma enorme importância para a nossa economia, mesmo que, pontualmente, origine algumas situações menos consensuais.

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