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Falta de mão-de-obra limita crescimento da Construção

29 de Março de 2018 às 15:55:16

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Economia

2018 poderá ser mais um ano de evolução positiva para o setor da Construção: enquanto a Comissão Europeia antecipa um crescimento de 3,2% do investimento em Construção, a FEPICOP prevê um aumento da produção do Setor em redor dos 4,5%. Porém, dois fatores podem comprometer esta performance.

A generalidade das previsões avançadas para a evolução da Construção em 2018 são favoráveis, desde logo com a Comissão Europeia a antecipar um crescimento de 3,2% do investimento em Construção, e, depois, com a FEPICOP-Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas, a prever uma evolução de +4,5% no produto do Setor.
No mesmo sentido, a análise às respostas dos empresários do Setor aos inquéritos qualitativos do INE permite concluir que os responsáveis pelas empresas encaram de forma mais favorável a evolução do setor da Construção em geral e das suas empresas em particular. De facto, os resultados obtidos nas questões relacionadas com a atividade, passada e futura, das suas empresas mostram-se todos menos negativos do que no período homólogo dos anos anteriores, indicando uma trajetória positiva do sentimento dos empresários face à evolução da atividade da Construção.
Porém, recorrendo às opiniões dos mesmos empresários, é igualmente possível analisar quais as suas principais preocupações e quais os entraves que estes declaram existir ao normal desenrolar da atividade das suas empresas.
Da análise destes resultados, e que são destacados na Análise de Conjuntura da FEPICOP relativa ao mês de março, verifica-se que a escassez de mão-de-obra especializada está a acentuar-se e constitui o obstáculo à atividade da Construção cuja importância mais tem aumentado nos últimos anos. Pelo contrário, e com exceção da dificuldade na obtenção das licenças, todos os outros fatores limitativos da atividade – entre os quais, perspetivas de vendas, taxas de juro e crédito bancário -, têm vindo a ser menos referidos pelos empresários, apesar de se manterem relevantes.
“Esta situação, a manter-se, pode comprometer a recuperação do setor da Construção por dois motivos: a falta de trabalhadores para a execução das obras e o aumento da pressão sobre os custos da construção, o que, refletindo-se no aumento dos preços finais, reduzirá a procura dirigida aos produtos do Setor”, conclui-se na análise da FEPICOP.

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