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Emprego da Construção cresce 8%

06 de Setembro de 2017 às 10:41:08

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Economia

Confirmando o cenário de recuperação do setor da construção, os últimos resultados do Inquérito ao Emprego mostram que o número de trabalhadores do setor cresceu 8% até junho, para quase 310 mil trabalhadores (287 mil trabalhadores há um ano atrás).

Esta evolução revelou-se mais intensa do que a do total do emprego, +3,3%, levando a que o peso do emprego do setor no total recuperasse para 6,6% (6,3% no período homólogo).
De assinalar que os resultados do Inquérito ao Emprego referentes ao primeiro semestre de 2017 revelaram-se bastante favoráveis, com a população empregada total a ultrapassar os 4,7 milhões de pessoas e a taxa de desemprego a baixar para os 9,5%, o primeiro valor inferior a 10% alcançado desde o início de 2011 (correspondendo a 492,7 mil desempregados).
Outros indicadores apontam para um crescimento da atividade da construção, como é o caso do consumo de cimento, que aumentou 15% até julho, em linha com o Índice de Produção da Construção, calculado pelo INE, e que apontava para um crescimento de 1,8% até julho, em termos homólogos, após 6 anos consecutivos de quebras.
A justificar o aumento da atividade dos vários segmentos do setor, observou-se, nos meses mais recentes, um forte dinamismo tanto no mercado imobiliário, particularmente o residencial, como no mercado das obras públicas. Assim, apurou-se um crescimento de 26%, até junho, no número de fogos novos licenciados, raiando os 7 mil fogos em termos acumulados nos primeiros seis meses do ano, de acordo com os dados disponibilizados pelo INE. Por seu turno, a evolução observada no mercado das obras públicas tem sido ainda mais intensa, com aumentos de 84% e 88%, respetivamente, no valor dos concursos públicos promovidos e valor dos contratos celebrados, até julho de 2017 e face ao mesmo período do ano anterior.
A análise da evolução do mercado das obras públicas ao longo dos primeiros meses de 2017 permite mesmo afirmar que a forte expansão do valor contratado correspondeu a um maior número de contratos celebrados, com mais empresas de construção a realizar obras e que estas, em termos médios, são de montante mais elevado do que em igual período de 2016. Também o forte acréscimo do montante de concursos promovidos correspondeu a um maior número de procedimentos lançados do que em 2016 (+69%) e de valor superior, em termos médios.

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