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Recuperação da Construção dinamiza Economia

29 de Maio de 2017 às 10:18:16

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Economia

Após um crescimento de 4,5% em 2016, o número de trabalhadores do setor da Construção voltou a subir nos 3 primeiros meses de 2017, +5,6%, para os 303,7 mil.

Com este resultado, o 1º trimestre de 2017 revelou-se o melhor trimestre inicial dos últimos 5 anos no que ao emprego do Setor diz respeito. O aumento do número de trabalhadores da Construção neste período, mais 16 mil, representou 11% do acréscimo do emprego total da economia, o qual evoluiu de forma positiva até março: +3,2%. Verificaram-se, igualmente, sensíveis decréscimos no desemprego (-18,2%, em termos homólogos) e na taxa de desemprego, que, ao descer para os 10,1%, atingiu o valor mais baixo desde o início de 2011.
O dinamismo do mercado imobiliário tem sido apontado como o grande responsável pela recuperação da atividade do setor da Construção. Contudo, também o mercado das obras públicas tem contribuído positivamente para esse resultado.
Até final de abril registaram-se crescimentos assinaláveis nos valores dos concursos de empreitadas de obras públicas promovidos, +69% em termos homólogos, bem como nos montantes dos contratos já celebrados, +77% face aos 4 primeiros meses de 2016, ano em que se atingiram valores mínimos de investimento público. Ainda assim, estes sinais de recuperação indiciam que o investimento público poderá vir a acompanhar, já em 2017, a tendência positiva do investimento privado.
Os números demonstram que a Construção está a desempenhar um papel relevante na recuperação da economia. A consolidação do crescimento evidenciado no primeiro trimestre, com a economia a crescer 2,8% em termos homólogos, pressupõe a recuperação sentida no setor da Construção. Neste sentido, as previsões de primavera da Comissão Europeia, divulgadas recentemente, vêm acentuar este otimismo, ao rever em alta a evolução de vários indicadores para a economia portuguesa, nomeadamente do PIB, de +1,6% para +1,8% em 2017, do investimento total, de +3,8% para +5,4%, e em particular da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em construção, de +1,8% para +6,2%.

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