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Fundos comunitários e eleições autárquicas prometem impulsionar Obras Públicas

09 de Março de 2017 às 09:27:39

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Economia

Empreitadas de baixo valor, adjudicadas por menos donos de obras e a mais empresas de construção, uma tendência que, de resto, já havia sido detetada no 1º semestre do ano, marcaram, em 2016, o mercado das Obras Públicas.

É um quadro que reflete, por um lado, o reduzido volume do investimento público, a ausência de novos projetos relevantes e, por outro, um escasso número de empresas, cerca de 7% das empresas registadas no IMPIC, a executarem obras para entidades públicas.
No entanto, os concursos promovidos no período em análise prometem trazer a este segmento da atividade da Construção uma outra pujança, nomeadamente a partir de 2017.
Segundo a análise detalhada do comportamento das Obras Públicas habitualmente promovida pela AECOPS a partir da informação divulgada pelo portal BASE, e agora atualizada sob o título “Os números do Mercado de Obras Públicas em 2016”, no ano passado, 990 donos de obra contrataram empreitadas com um valor médio de 352 mil euros a 3.269 empresas.
Do documento que agora se divulga, e no que se refere aos contratos celebrados, destaca-se ainda:
- a recuperação de 17% face a 2015 no montante de contratos de obras públicas celebrados, que atingiu 1.150 milhões de euros;
- a redução do número de donos de obra com contratos de obras públicas, que foi mesmo o mais baixo dos últimos quatro anos: 990 entidades contratantes, face a 1.409 em 2013;
- o aumento do número médio de contratos celebrados por dono de obra, que foi o mais elevado dos últimos 4 anos (12 contratos) e um dos mais elevados por empresa (3,6 contratos por empresa, média apenas ultrapassada pelos 3,7 de 2013).
Porém, no que diz respeito aos concursos promovidos, a análise da AECOPS revela que, em 2016, cerca de 500 donos de obra (+9% do que no período homólogo) lançaram mais procedimentos (+30% do que em 2015) e com um valor médio de 725,6 mil euros (face a 672 mil euros no ano anterior, ou seja, +41%).
Neste caso, os números traduzem uma recuperação do investimento público, com o lançamento de novos projetos de maior valor, muito deles financiados com fundos comunitários do Portugal 2020, em linha com o ciclo eleitoral e com a realização de eleições autárquicas no último trimestre de 2017. 
Recorde-se que no “Relatório do Mercado de Obras Públicas – Os números do Mercado de Obras Públicas em 2016” podem ainda ser encontrados, para além dos números e valores totais, nacionais e por região, e valores médios dos contratos celebrados e dos concursos promovidos, outros dados caracterizadores deste mercado, tais como a identificação dos donos de obra e das empresas por eles contratadas, as áreas de investimento e os tipos de procedimento utilizados, entre outros.

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