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Construção na Europa começa a crescer lentamente em 2014

05 de Dezembro de 2013 às 14:47:14

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Economia

2013 poderá ser o último ano da forte crise que assola o setor da Construção na Europa. Com efeito e segundo as projeções mais recentes do Euroconstruct, este ano representará o ponto mais baixo do nível da produção do Setor nos últimos tempos, a qual voltará novamente a crescer a partir de 2014, se bem que a um ritmo muito lento. Portugal só sairá do vermelho em 2015.

No comunicado emitido após a sua 76ª Conferência, que decorreu no fim de novembro último, em Praga, a rede europeia vocacionada para a análise do setor da Construção destaca que o volume total da Construção nos países Euroconstruct diminuiu, entre 2007 e 2013, 22%, ou seja, 360 mil milhões de euros, a preços constantes. Neste contexto, o organismo salienta a quebra “muito significativa” da produção ocorrida no grupo de países da Europa Ocidental (EC15), atualmente avaliada em 1.214 mil milhões de euros e apenas comparável com o nível atingido em meados da década de 90 do século passado, acrescentando ainda que 60% dessa quebra é atribuída a Espanha.
Em sentido contrário, ressalta o facto de os países da Europa Central e Oriental (EC4) terem sido, como um todo, mais bem sucedidos, uma vez que o valor atual da sua produção, em redor dos 70 mil milhões de euros, ombreia com o volume verificado em 2006/2007, altura em que registavam elevadas taxas de crescimento (42% de 2003 até 2008).
No seu todo, estima-se que a produção do Setor registe, após o decréscimo de 3% previsto para 2013, crescimentos de 0,9%, 1,8% e 2,2%, respetivamente, nos próximos três anos. O setor da Construção nacional, contudo, embora possa começar a ver uma pequena luz ao fundo do túnel (-3,0% em 2014, após o decréscimo estimado de 16,5% para 2013) apenas terá um crescimento positivo em 2015 (2%). 


Evolução da produção da Construção em Portugal, 2013-2016

Fonte: Euroconstruct (76ª Conferência, Praga)
(e) estimativa (p) previsão


Segmento Residencial cresce 1,4% após quebra de 2,2%

A avaliar pelo Euroconstruct, parece agora que o período de turbulência que tem acompanhado, nomeadamente, a construção Residencial europeia desde 2007 está a chegar ao fim. O organismo, que aponta uma redução do volume de produção do Setor, entre 2007 e o previsto para o final do corrente ano, de mais de 26% a preços constantes, estima já para 2014 um crescimento de 1,4%. Para 2015 a subida será de 2,2% e de 2,3% em 2016.
Com referência a 2012, a construção Residencial representou nos países Euroconstruct (EC19) 32,6% do volume total da Construção e 42,5% nos países da Europa de Leste (EC4) e Central.

Não Residencial estabiliza com aumento zero

Por seu turno, a construção nova Não Residencial caiu mais de 5% este ano, o mesmo que em 2012. O organismo, no qual Portugal está representado através do ITIC-Instituto Técnico para a Indústria da Construção, espera, no entanto, que este declínio abrande em 2014 (-1,0%) e sustenta, para os próximos anos, perspetivas positivas para a construção nova, especificamente, 1,4% e 2,9%. Porém, os países da Europa Ocidental crescerão mais lentamente que os do Leste Europeu.
É também expectável uma parcela significativa de renovação no segmento da construção Não Residencial, que atingirá quase 50% nos países da Europa Ocidental. O Euroconstruct refere a propósito que o volume de renovação não diminuiu excessivamente nos últimos anos (no máximo -3,4% em 2013), circunstância que equilibra parcialmente o declínio geral do segmento Não Residencial.

Engenharia Civil evolui de -4,0% para 1,2%

Relativamente à área da Engenharia Civil, o comunicado em foco refere que os problemas com a dívida pública e o défice orçamental dos países europeus vão continuar a impedir os investimentos mais significativos anteriormente projetados e entretanto adiados, reduzidos ou totalmente cancelados em muitos deles e pelas mesmas razões.
O maior mercado para a Engenharia Civil é, segundo o Euroconstruct, a França, com um valor de 48,1 mil milhões de euros, seguido pela Alemanha, com 47,4 mil milhões de euros. Em 2010, o maior mercado ainda era a Espanha, com mais de 48 mil milhões de euros. Este ano, tudo indica que este país vá atingir um volume de apenas 10,5 mil milhões de euros, não sendo este ainda o mínimo esperado.
Nos países da Europa Ocidental e Oriental prevê-se igualmente um abrandamento considerável da quebra a partir de 2014 ou mesmo uma reviravolta no sentido do crescimento.

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