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Desemprego da Construção atinge novo máximo histórico

06 de Junho de 2013 por Lurdes Neto às 11:54:39

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Economia

Após ter perdido 74 mil trabalhadores em 2012, o setor da Construção registou, já no primeiro trimestre do corrente ano, a terceira maior quebra homóloga dos últimos 10 anos e meio no número de postos de trabalho que vinha assegurando.

De acordo com a análise de conjuntura da FEPICOP-Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas relativa ao mês de maio, nos primeiros três meses de 2013, o número médio mensal de desempregados do Setor inscritos nos centros de emprego superava os 111 mil, atingindo um novo máximo histórico.
A situação, corolário da profunda crise que assola a Construção e que tarda em ser debelada, não mostra sinais de inversão, o que leva a FEPICOP a duvidar que o mercado de trabalho no Setor venha a registar, nos tempos mais próximos, uma evolução menos desfavorável.
Por outro lado, persistem as dificuldades que levam as empresas a reduzir a atividade e, consequentemente, o número de trabalhadores, quando não mesmo a fechar portas.  
O crédito concedido às empresas, por exemplo, continuou a diminuir, sendo em março último inferior em 14% ao verificado no mesmo mês do ano anterior.
Também o crédito concedido às famílias para aquisição de habitação caiu no primeiro trimestre do ano 8%, relativamente a igual período de 2012, e cerca de 25%, face aos primeiros três meses de 2011. No conjunto dos dois anos, a redução verificada neste tipo de crédito atinge nada menos que 75%.
De igual modo, a procura dirigida ao Setor mantém-se em baixa, conforme evidenciam as reduções homólogas, no primeiro trimestre, de 42% na área licenciada para habitação, de 45% nos novos fogos habitacionais licenciados e, ainda, de 22% nas licenças emitidas para trabalhos de reabilitação.
No mesmo sentido, nos primeiros quatro meses do ano, o valor das obras públicas lançadas e adjudicadas caiu, respetivamente, 15% e 57%, face a igual período de 2012. De salientar que estas obras são maioritariamente de urbanização, o que não pode deixar de estar associado ao facto de 2013 ser um ano de eleições autárquicas.
Com toda esta envolvente, mais de 500 empresas de construção ficaram insolventes nos primeiros cinco meses do ano, representando mais de 19% do total das insolvências.

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