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Construção sem obras, sem encomendas e sem crédito

02 de Maio de 2013 por Lurdes Neto às 15:22:55

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Economia

O setor da Construção atingiu, no primeiro trimestre deste ano e pela primeira vez desde que há registo, o valor mais baixo de encomendas em carteira, com apenas 5,6 meses de produção assegurada, avança a análise de conjuntura da FEPICOP-Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas relativa ao mês de abril.

De acordo com o documento, aquele indicador da atividade caiu 46% em termos homólogos, traduzindo o valor mais baixo de trabalho garantido às empresas de construção dos últimos 24 anos.
Recorde-se que, há seis meses atrás, a carteira de encomendas do Setor já denotava uma evolução preocupante, fixando-se em 6,2 meses de produção assegurada, após uma quebra de 22% nos nove meses antecedentes.
A análise da Federação do Setor aponta, no entanto, muitas outras quebras elucidativas da situação de colapso que vive a atividade, bem como as suas empresas. 
Assim e enquanto as vendas de cimento, inferiores a 600 mil toneladas no primeiro trimestre do ano, equivalem a uma redução homóloga de 40% e a um novo mínimo histórico, a confiança dos empresários do Setor, que apontam a redução do crédito às suas empresas (- 14%, em termos homólogos, em janeiro) e às famílias para aquisição de habitação (-60% em 2012 e nova quebra de 2,6% em janeiro) como um dos fatores que mais condicionam a atividade, mantém-se muito negativa.
Por outro lado, a área licenciada para construção de edifícios não residenciais caiu 32,8%, em janeiro e fevereiro últimos, e 40% na destinada à habitação, tendo o número de novos fogos licenciados até fevereiro baixado 42% em termos homólogos. Também os trabalhos de reabilitação revelaram no mesmo período uma contração, tal como indica a diminuição de 14% das respetivas licenças emitidas.
Nas obras públicas, o valor dos concursos abertos desceu 16% e o dos adjudicados 68% no primeiro trimestre, identificando-se como donos de obra que menos investimento aplicam neste domínio as Regiões Autónomas, que reduziram em 98% e 92%, respetivamente, o valor das obras lançadas a concurso e o montante dos trabalhos adjudicados.
Por fim, o número de desempregados oriundos da Construção e inscritos nos centros de desemprego ultrapassou os 111,5 mil em fevereiro de 2013 e o seu peso no total da economia aumentou para 16,4%, ou seja, mais 0,8 pontos percentuais que em igual mês do ano passado. E tudo indica que assim continue.

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