21 / Agosto / 2019

Quarta

Diretor: José Tomaz Gomes | Editor: AECOPS

Economia ver todas os artigos desta secção

Baixa qualificação do desemprego na Construção contribui para retrocesso do País

12 de Abril de 2013 por Lurdes Neto às 15:03:02

tamanho da letra:

Economia

Após um ano em que o setor da Construção bateu todos os recordes negativos da sua história recente, a AECOPS analisa aquele que é um dos sinais mais claros da degradação da atividade e a sua pior consequência económica e social: o desemprego.

Na última edição da série informativa “Retrato Económico”, a Associação destrinça os dados oficiais do INE-Instituto Nacional Estatística relativos aos anos de 2011 e 2012 e coloca a nu o perfil dos novos desempregados do Setor, identificando o seu nível de qualificação, a sua nacionalidade, área de residência e a sua situação laboral e tipo de contrato de trabalho anteriores ao desemprego. 

A análise conclui que dos mais de 83 mil trabalhadores que perderam o emprego na Construção em 2012, 91,8% possuíam um baixo nível de qualificação, sendo como tal considerado o facto de não deterem qualquer grau de escolaridade ou apenas o nível do ensino básico. 

Considerando o fator nacionalidade, os trabalhadores estrangeiros foram, em termos relativos, os mais atingidos pelo desemprego no ano passado (- 11,5 mil), o que fez com que o seu número se reduzisse, num universo de 357,2 mil trabalhadores do Setor, para apenas 13 mil.

Ainda que a região Norte tenha sido a mais afetada pela destruição de postos de trabalho em 2012 (33,3% do total), foi no Alentejo que mais cresceu o número de desempregados da Construção inscritos nos centros de emprego e nas Regiões Autónomas que mais se sentiu o peso relativo do desemprego do Setor no total de desempregados.

Por outro lado, embora a maior parte dos novos desempregados exercessem a atividade por contra de outrem (68,4 mil, dos quais 46,7 mil vinculados por contratos de trabalho sem termo), também abandonaram esta atividade em 2012 14,5 mil trabalhadores por conta própria.

Divulgado na mesma semana que o relatório do Estado da Educação de 2012, segundo o qual, nesse ano, havia cerca de 3,5 milhões de portugueses sem escolaridade ou com apenas o primeiro ciclo do ensino básico completo, o perfil do novo desempregado da Construção vem acentuar a urgência, económica e social, de estancar a destruição massiva de postos de trabalho num setor que ainda revelava alguma capacidade de absorver alguns dos excessivos recursos humanos pouco qualificados do país.

Comentar

Iniciar Sessão

Nome de Utilizador

Palavra-chave

Se não tem conta,

Registe-se aquiEsqueceu-se da palavra-chave?

Comentar este artigo

Título

Texto

Os comentários deste site são publicados após aprovação, pelo pedimos que respeitem os nossos Termos de Utilização.
O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.