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Investimento na construção continua a cair

13 de Julho de 2011 por Isabel Travassos às 14:14:33

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Economia

A queda homóloga de 4,1% do investimento em construção nos três primeiros meses deste ano, a redução em 29,3% no licenciamento de fogos novos para habitação no período de Janeiro a Abril e a variação de -28% no valor dos concursos públicos abertos no primeiro semestre, em comparação com o ano anterior, ilustram bem a difícil conjuntura que o sector da Construção atravessa.

Paralelamente e conforme refere a AECOPS na sua mais recente análise regional de conjuntura, verificaram-se quebras de 11,4% no consumo de cimento até Maio e de 2,9% no número de empresas em actividade no sector, em Julho.
E se em termos nacionais a evolução do Sector se revela muito desfavorável, no Algarve a situação é ainda mais grave, a avaliar pelos dados da AECOPS. Só o licenciamento de novos fogos caiu cerca de 67% em termos homólogos no Sul do País, sendo ainda esta a única região sob influência da AECOPS onde os concursos públicos, sejam abertos ou adjudicados. É de realçar a evolução dos concursos adjudicados, que a nível nacional registaram um aumento de 41,7% em número e de 78,6% em valor, no primeiro semestre e em termos homólogos, enquanto no Algarve assistiu-se a quebras de 63,4% e de 45,8% respectivamente em número e em valor no mesmo período.
Já o Alentejo e de acordo com a AECOPS, foi a região com o desempenho menos desfavorável tanto no que se refere ao licenciamento de novos fogos habitacionais (-13,4%, que compara com -29,3% a nível nacional), quanto às obras públicas, com as adjudicações a revelarem mesmo aumentos de 116,7% em número e de 391,6% em valor. Segundo a AECOPS, esta progressão atribui-se a projectos relacionados com o empreendimento de fins múltiplos do Alqueva.
Dada a evolução do Sector no Algarve, facilmente se compreende que sejam os construtores desta região aqueles que se manifestam mais pessimistas quanto ao nível de actividade da Construção (-57%, contra -48% em média nacional) e que apresentam as perspectivas de produção mais negativas (-62%, que compara com -33% a nível nacional).
É também no Algarve que a carteira de encomendas é mais baixa - apenas cinco meses de produção assegurada (oito meses a nível global do País) –, o mesmo sucedendo com a capacidade produtiva utilizada - 62,3% no Algarve e 68,1% em média nacional.

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